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DIGI-net defende uma transição digital inclusiva e centrada nas pessoas

  • 2 days ago
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A rápida expansão da inteligência artificial e das tecnologias digitais está a transformar o mundo do trabalho, colocando novos desafios à organização das empresas, aos processos de decisão e às competências dos profissionais. Num contexto de envelhecimento da população ativa europeia, o projeto DIGI-net alerta para a necessidade de garantir que esta transformação não deixa para trás os trabalhadores com 55 ou mais anos.



O tema esteve em debate no evento “AI and Digitalization at Work: Skills, Inclusion, and Responsibility with a Focus on Workers 55+”, realizado em abril deste, na Faculdade de Ciências Empresariais do Porto - FCEP (nova designação do ISCAP). A iniciativa integrou a COST Action CA21107 – “Work Inequalities in Later Life Redefined by Digitalization”, conhecida como DIGI-net, e reuniu investigadores, dirigentes institucionais, representantes empresariais, profissionais de saúde e especialistas em inteligência artificial.


Uma das principais conclusões do evento foi a importância da utilização da inteligência artificial de forma crítica e responsável. À medida que estas ferramentas assumem um papel crescente nos processos de trabalho e de decisão, é essencial que os profissionais saibam avaliar os resultados que produzem, reconhecendo as suas limitações. O encontro destacou ainda os obstáculos enfrentados pelos trabalhadores mais velhos. Segundo os participantes, estes são sobretudo de natureza estrutural e cultural: o acesso desigual à formação, a reduzida participação em processos de inovação e os preconceitos associados à idade continuam a limitar a sua integração na transformação digital.


O DIGI-net defende, deste modo, uma abordagem que ultrapasse a mera aquisição de competências técnicas. A aposta em formação acessível e adaptada às diferentes experiências profissionais, o envolvimento dos trabalhadores na implementação de novas tecnologias, a promoção da partilha de conhecimento entre gerações e a adoção de políticas de recursos humanos mais inclusivas foram algumas das propostas apresentadas.


As conclusões do evento foram, posteriormente, apresentadas por Anabela Mesquita, docente da FCEP e investigadora do CEOS, na conferência final do DIGI-net, realizada no início de junho, na Mendel University (Chéquia).

 
 
 
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